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Ferdinand e Vidic são membros de um império que costumava ditar as regras na Inglaterra. Pilares que deixaram intransponíveis a fortaleza vermelha, de que todos respeitavam e sucumbiam ao primeiro pensamento de rebeldia. Os tempos de hegemonia do império vermelho que atacavam sem piedade os inimigos, ataques que eram compostos por vários guerreiros ferozes, mas que não seriam nada sem os dois guardiões da fortaleza.

Os tempos passam, a hegemonia pelo poder ficou mais aguerrida, e o posto do império vermelho caiu algumas vezes, embora a luta para retomá-lo ainda vigore. A queda é resultado do tempo. Sim, o tempo que deixou os guardiões um pouco mais vulneráveis, mas que jamais se rendiam. Sempre defendiam o império que lhe deu tudo, sem pensar duas vezes.

A batalha contra o tempo é desleal, mas essa luta também ajuda a consolidar o sonho de qualquer guerreiro que se preze: virar A Lenda. Ferdinand e Vidic, os guardiões da corte se foram. Perderam a luta contra o tempo, esse inimigo imbatível, mas sempre serão lembrados. Lembrados por defender seu povo como ninguém, lembrados por serem imortais, por serem lendas.

Um dos maiores bens da paixão futebolística certamente é a idolatria que o torcedor cria por certos jogadores. O que eles fazem dentro de campo complementado pelas atitudes fora das quatro linhas constroem uma identificação com o clube que na maioria das vezes permanece eternamente. Ferdinand e Vidic se encaixam nesse perfil. O nosso muito obrigado e que eles continuem vencendo.

Por Pedro Paulo
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