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Em 29 de novembro de 1990, com exatos 17 anos, um jovem Galês estreava no Manchester United como “a promessa mais esperançosa desde George Best”, oriundo das bases do clube e com um futuro brilhante na sua frente. O seu nome era Ryan Giggs. À medida que os anos passavam, ele conquistava seu lugar no coração de todos os torcedores e dominava esplendidamente o flanco canhoto do time, se eternizando com vários Records e como um dos maiores ídolos da história dos Devils.

As décadas aparentavam não abalar a auto-estima da lenda, que marcou gerações estando sempre à frente da equipe. Mesmo que o amor pelo clube fosse indestrutível, a idade teria que pesar em algum momento para ele. Para a sorte de todos os torcedores, essa “decadência” acompanhava a evolução do jovem Cristiano Ronaldo, que além de trajar a mística camisa 7, pôs o lendário Galês no banco. Ronaldo, quando retirou-se para Madrid em 2009, não apenas deixou uma carência expressiva em relação ao dono da camisa 7, como também ainda não foi sucedido por um jogador de alto nível na posição.

Com o impactante Derby de Manchester alarmando sobre o perigo que os Citiziens podem trazer, já que este será o grande jogo da season (muito pelas posses de Mourinho e Guardiola nas potências da cidade), a temporada 2016/2017 está sendo elevada ao nível de “a mais disputada da história da Premier League”, o que leva nossa equipe a procurar um resultado imediato.

Nesse cenário de consolidação de elenco, a posição do lendário camisa 11 poderia ser um alívio para o treinador português. Porém, lamentavelmente, o Golden Boy francês, Anthony Martial, que nos surpreendeu na sua temporada de estreia, inicia esta abaixo do esperado, aparentando estar desanimado e pouco efetivo. Afora a discreta Eurocopa realizada pelo rapaz, apenas uma pequena polêmica envolvendo a camisa 9 foi motivo de desconfiança sobre o próprio. Poderia ter sido esta a razão do jovem Frenchman estar cabisbaixo e sem repetir as atuações encantadoras? É cedo para definir algo?

É possível encontrar fãs que clamam pelo uso do esnobado Memphis Depay, mas há outra peça, jovem e auspiciosa, que pode interferir na titularidade desta posição; Marcus Rashford.

A sua eminente evolução como ponta esquerda, demonstrada principalmente no último Derby, levou o público a questionar se seria racional mantê-lo na disputa com Zlatan, ao invés de investí-lo  da forma favorável. Apesar da pouca idade, Rashford é sinônimo de personalidade , com tanta paixão pelo clube quanto Ryan e um futebol que envolve até o mais discreto dos torcedores, ele pode ser homem ideal para solucionar o problema.

Outro ponto que deve ser analisado, não menos importante que os demais, é a visível determinação de Memphis Depay em retomar o flanco que poderia ter sido seu desde o princípio da temporada 2015-2016, através de vídeos em seções de treinamentos postados nas suas redes sociais e depoimentos dos bastidores. O holandês, com dificuldades de integrar até o banco,  ainda merece uma chance? Isto, como é de se esperar no futebol, unicamente o tempo e José Mourinho podem concretizar.

Como devemos priorizar em primeira instância a vitória do United, esperamos que o infortúnio em questão não atrapalhe a formação de um time vencedor, nem mesmo atrase-o. Independente do futuro que a ponta esquerda terá, ele será fundamental para que possamos erguer o precioso troféu da Premier League.
Boa sorte para ambos!

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