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O Manchester United e seus torcedores podem exaltar com muito orgulho os ídolos que fizeram história no clube. Muitos, ao serem perguntados com qual jogador se identificam mais, dizem Ryan Giggs, Paul Scholes, Cantona ou Sir Bobby Charlton, mas não vejo tantos admiradores de George Best, sendo que ele é tão importante quanto. No dia 25 de novembro completa-se 9 anos da morte de Best, que tristemente nos deixou em 2005.

Infelizmente não fui privilegiada de acompanhar a carreira do jogador irlandês, entretanto me contento em ver gols e jogadas geniais do mesmo pelos vídeos postados no YouTube. George era especial e tinha um imenso talento que precisa ser destacado. Sortudo foi Matt Busby de contar com o diferenciado atleta em seu plantel, que também era estrelado por Sir Bobby Charlton e Denis Law.

Best era a grande sensação dos anos 60, tanto que fora dos gramados fazia muito sucesso com a mulherada e era chamado de quinto beatle. Aparecia na mídia também por assídua frequência em festas, sempre acompanhado por belas mulheres e algumas vezes se envolvia em confusões.

Assim como seu talento futebolístico era conhecido por vários fãs de futebol, as pessoas sabiam do velho problema que nosso gênio enfrentava: o maldito vício do alcoolismo. Era praticamente normal vê-lo embriagado, e para nossa lamentação, o craque perdia aos poucos a lucidez, já que era totalmente dependente da bebida alcoólica. Depois que saiu do United após o rebaixamento do clube para a 2ª divisão, em 1974, George Best nunca mais foi o mesmo.

Tristemente o vício o perseguiu até o fim de sua vida, quando faleceu em 2005, em uma cama de hospital, aos 59 anos. De inúmeros adversários que encarou, Best apenas fracassou ao não vencer a batalha contra o álcool, porém não devemos deixar de rezar por ele e desejar que descanse em paz, porque merece ter somente as nossas melhores lembranças.

Maradona good, Pelé better, George BEST!

Por Letícia Wincler
www.mufcbr.com

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