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Hoje, praticar e comandar o futebol são tarefas árduas. Vivemos em momento do esporte em que os penteados, a marra, a cor da chuteira e dos brincos fala mais que a habilidade em campo. Os técnicos de hoje em dia estão tendo que se reinventar para colocar os “garotos” na linha, mas o problema é quando este estilo ultrapasse quaisquer limites daquilo que é considerado “sem noção”.

Louis Van Gaal nunca foi um técnico no estilo paizão. Sempre teve a sua personalidade forte e não está nem aí para o que os jogadores ou imprensa falem sobre ele. Mas, ao mesmo tempo, Van Gaal também pode ser considerado um idiota, hipócrita e também um museu, quando se trata de revolucionar. Sempre estrategista, ele nunca vê o lado dos jogadores, apenas gosta de alimentar o seu ego em ter estampado a capa do caderno esportivo nos tabloides.

Na última semana, após empate com o Chelsea, Van Gaal “crucificou” a sua próxima vítima: Memphis Depay. O técnico holandês colocou o compatriota para jogar com o time sub-21 após ser acusado de ser o responsável pelo gol de empate do Chelsea, marcado por Diego Costa.
A decisão foi o pivô de mais uma polêmica envolvido o treineiro e seus comandados. Após a punição, o capitão do Manchester, Wayne Rooney, saiu em defesa do companheiro, mandando uma pequena indireta a Van Gaal: “Aconteceram muitas coisas entre a perda da bola de Memphis e o gol marcado. Não acho que podemos culpá-lo. Todos damos passes errados algumas vezes. Foi um resultado decepcionante, mas acho que jogamos bem”, afirmou.

A contratação de 120 milhões de reais (21 milhões de libras) jogou de uma forma magnífica na partida do sub-21 contra o Norwich. Fez três assistências e deu um show nos dribles. Após a excelente apresentação, foi a vez de Memphis ganhar o destaque da mídia inglesa e não Van Gaal.

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No mesmo time, outros jogadores que também são um pouco martirizados por Van Gaal estiveram disponíveis: Phill Jones, Adnan Januzaj e Andreas Pereira. Januzaj se lesionou no primeiro tempo, mas os outros dois também mostraram respostas positivas ao técnico holandês.

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Van Gaal estreve presente no jogo do sub-21 e se diz “deliciado pela apresentação de Depay e outros jogadores”.

Em questões de disciplina, Van Gaal é um museu no futebol. Hoje, o Manchester sofre sim um pouco desta conseqüência. Por causa das suas “crises existenciais” perdemos Van Persie e Rafael (isso só citando DOIS jogadores importantes). Van Gaal, na Inglaterra, aprendeu o que é o time sub-21, e parece que ele ama mais este time do que o principal. O grande problema é que o holandês não sobe ninguém, apenas rebaixa. A polêmica com Memphis abriu mais a porta da saída do técnico. Uma coisa é você dar minutos para um jogador no sub-21, outra é você rebaixar um dos seus MELHORES jogadores, em momento difícil, para o nada. O positivo desta história foi a boa atuação de Depay que, pode ser um cala boca ao treineiro, ou também pode ser o sopro que faltava para a demissão de Van Gaal.

Do histórico de Van Gaal, todos nós sabemos e não é necessário repetir isso aqui. O que fica claro é a falta de coerência do treinador, a sua personalidade forte e, ao mesmo tempo, ultrapassada e também o seu estilo que parece mais um mausoléu do futebol. Hoje, em momento que o brilhantismo fala mais do que a paixão no futebol, é necessário se reinventar para comandar e, infelizmente para o Manchester United e para o futebol, Van Gaal nunca será a melhor figura para isso.

Nesta passagem pelo Manchester United, Van Gaal deixou de ser o “Hitler dos brasileiros” – termo criado por Giovanni no Barcelona – e passa a ser o “Hitler de qualquer jogador”, infelizmente.

Por Vinícius Toscano
www.mufcbr.com

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