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Após a empolgante vitória por 4×1 diante do Fernebahçe, Old Trafford, a maré de jogos deploráveis e o fantasma da crise aparentavam estar se despedindo do Manchester United. Desastrosamente, apenas três dias depois do precioso embate dentro do Theatre of Dreams, o time foi à capital enfrentar o Chelsea FC, adversário incômodo, e viu-se humilhado em uma derrota por 4×0. Fosse inconsistência ou dificuldade de vencer grandes jogos, aquilo amargava a temporada precocemente.

Em seguida, regressando a um sentimento esperançoso, derrotamos o Manchester City, de Josep Guardiola, em uma partida discreta pela Copa da Liga Inglesa, eliminando-os da competição. Havia uma identidade estabelecida acerca do Manchester de Mourinho? Retomaríamos o caminho de volta aos êxitos?

Ainda em Trafford, recebemos o subestimado Burnley pela décima rodada da Premier League, um jogo que poderia marcar o primórdio do renascimento da equipe na season. Relembrando a tensa vitória sobre o Hull City, terceira rodada, ocupamos a majoritária parcela dos espaços do campo e, consequentemente, obtivemos uma posse de bola predominante. Seja parando inquietamente nas defesas do goleiro Tom Heaton, ou até mesmo com falhas dos nossos avançados, amarguramos mais um decepcionante empate. Atuação volumosa, mas não isenta das árduas críticas.

O “time das copas”, como estava sendo apelidado, retornava a disputar as únicas competições as quais estava obtendo sucesso. Era o reencontro diante do Fernebahçe, dessa vez na Turquia, pela Uefa Europa League. Sofrendo um irônico revés logo aos 2 minutos de partida, o United recebeu o balde de água fria que demonstraria o quão dificultosa seria aquela partida. Logo perdeu Pogba, um dos seus principais armadores, e necessitou de reforços ofensivos; Mata, Ibrahimovic e Mkhitaryan entraram.

Infelizmente, apresentando uma atuação ineficiente e desorganizada, o time fracassou na antiga Constantinopla e agravou ainda mais a sua atual situação, que já era desencorajadora.

Há muitas explicações para tantos fracassos e empates milimétricos, porém, é demasiado complexo encontrar uma resposta exata para alguns pontos.

Por que, com um elenco prestigiado e bem montado, a equipe não exibe um futebol vistoso? Como o Special One, técnico que contém em seu histórico a melhor campanha defensiva da história da Premier League (Chelsea FC, 15 gols em 38 jogos, temporada 2004-2005), consegue nos apresentar uma equipe tão frágil defensivamente e dependente de Eric Bailly? O que esclarece o mestre dos mind games e das táticas ordenadas não conseguir reproduzir essas características nos Red Devils?

A fase é perceptivelmente desagradável, e o tempo, claramente, está passando. Apesar da pífia derrota por 2×1, a situação no Grupo A, o nosso, é tecnicamente estável. A probabilidade de nos classificarmos é consideravelmente alta e poucos pontos nos afastam dos dois líderes.

O nosso próximo confronto ocorrerá no País de Gales, diante da equipe do Swansea (Domingo, 6 de novembro, às 12:00). Não há muito o que se pronunciar, qualquer resultado distinto de uma convincente vitória será recebido com desprezo por parte dos torcedores. Que acordemos logo desse pesadelo, o qual já está se tornando uma terrível realidade!

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