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Assim como o Manchester United se acostumou com um grande período de glórias em terras inglesas, o ídolo Wayne Rooney também já foi um sinônimo de carreira vencedora em tempos atrás, mas nos últimos dois ou três anos ambos tem se acostumado a viver com bem menos glórias que em tempos passados.

O Manchester United se tornou o maior campeão da Inglaterra ao vencer 13 campeonatos nacionais só no período Premier League, era um time acostumado a ter grandes craques no elenco e quase sempre levantando taças mas os tempos são outros, após a aposentadoria de Sir Alex Ferguson, temos passado por tempos difíceis, o United que era um time frequente em fases de quartas, semi e finais de Champions passou a ser o clube que nem se classifica para competições europeias como foi sob o comando de David Moyes, ou o time que dá um grande vexame e fica na fase de grupos, como ocorrido nesta temporada sob a batuta de Louis Van Gaal, em ambos os momentos Rooney estava presente e pode-se dizer que seu futebol apresentado era o reflexo do que era ou é o United dentro de campo.

Wayne Rooney chegou ao United em 2004 como uma grande aposta para o futuro, não demorou muito para se encaixar bem no time de SAF e se tornar ano após ano uma das estrelas da companhia, antes bem acompanhado com Cristiano Ronaldo, Van Nistelrooy, Giggs, Scholes, Tevez e outros sagrou-se campeão de tudo pelo clube, após a saída do astro português e aposentadoria de outros, passou a ser então o principal craque do comando de ataque, e responsável pelos gols e criação de jogadas, se tornou uma estrela mundial. Era boa a vida de Rooney sob o comando de Ferguson, mas um dia o bom e velho treinador escocês teve de se aposentar após longos 26 anos e 10 meses no United e isso não foi uma perca grande para o Manchester, mas também para Rooney que perdeu seu principal mentor e “pai” no futebol.

E quando se fala da má fase de Rooney não é só dos poucos gols que tem feito, e sim dos erros, falhas nas decisões, toques de lado, e o baixíssimos números de finalizações, lembra daqueles golaços de fora da área que nos acostumamos a ver, pois é, hoje ele nem arisca mais, algo que não se via em tempos de SAF à beira do gramado de Old Trafford, e infelizmente isso  também tem sido visto na atuação do resto do time, o atual United tem a melhor média de posse de bola mas que é um posse morta, não criamos e muito menos finalizamos com excelência, somos um time que finaliza pouco e mal, tocamos muito de lado e pouco na vertical e as falhas defensivas voltaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Wayne tem sido um dos mais criticados nessa temporada, marcou 7 gols até aqui, mas só 2 deles na Premier League, sua atuações e a do time não tem convencido nem a torcida e nem a imprensa, mesmo que esteja batendo recordes, ele chegou aos 30 anos no mês de outubro e alguns dizem que é a idade chegando, mas ainda é cedo pra cair tanto, talvez o grande problema de Rooney e para o United seja muito mais de filosofia e psicológico.

O fator da queda de ambos vir no mesmo tempo, pode ser que juntos também busquem forças para superar esse momento ruim, Louis Van Gaal veio com uma nova filosofia mas que não parece ter se enquadrado ao estilo do United e muito menos de Rooney e após um ano e meio no cargo começa a ser contestado, por essas e outras muitos torcedores veem como a melhor alternativa a troca de comando em busca de uma nova filosofia de trabalho para recuperar o prestígio do clube diante dos adversários tanto nacionais como na Europa e também para Rooney voltar a ser aquele jogador que já foi um dia, que enchia os olhos da torcida com gols, passes e principalmente muita garra e amor ao manto Red Devil.

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