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» PRÉ-JOGO

Pela trigésima terceira rodada da Premier League, Chelsea e United se enfrentam no Stamford Bridge. O United vem com vários desfalques que perturbaram a cabeça de van Gaal durante a semana: Jones, Blind, Carrick e Rojo estão fora, lesionados. Para substituí-los o técnico holandês terá de deixar de repetir a tão improvável escalação que vinha imbatível no campeonato. Shaw vai na lateral esquerda, McNair na zaga, Rooney no meio e Falcao na frente. É azul contra vermelho. É Chelsea contra United.

» O JOGO

Com quatro minutos, De Gea e eu comemoramos; mas o gol não saiu. Shaw fez jogada de fundo pela esquerda, tocou para trás e Rooney chapou de esquerda com muito perigo, mas a bola tocou no bastão que segura as traves do gol de Courtois, e foi para fora. O United jogava no mesmo 4-1-4-1 que vinha usando nos últimos jogos, mas com Herrera fazendo a transição na segunda linha e Rooney fazendo o box-to-box.

Shaw pela esquerda começava a fazer-se alternativa boa no jogo.Era recorrente o apoio do garoto à Young pelo lado, com muita velocidade e buscando sempre o cruzamento.Com 38 minutos, quando o United era melhor e parecia próximo do gol, Hazard e Oscar tocaram rápido, e o belga recebeu passe de calcanhar do brasileiro, saiu na cara do gol e tocou por baixo de De Gea. 1 a 0 Chelsea.

Pois bem, United teve 70% de posse na primeira etapa, criou mais e assustou mais o Chelsea. Todavia, na única vez que o Chelsea teve espaço para criar, com ressalvas para a falta não marcada em cima de Falcao no início do lance, a equipe de mourinho marcou. Para a segunda etapa, era preciso chutar mais e subir a marcação com o intuito de sufocar os Blues em seu campo de defesa.

» SEGUNDO TEMPO

Logo no começo da etapa final, quase o segundo do Chelsea, o segundo de Hazard. Drogba, dentro da área, ganhou de Smalling e bateu com desvio no camisa 12 e a bola quase encobriu De Gea, mas sobrou para o belga do Chelsea tentar completar para as redes, porém parou na trave. A partir daí, pressão sistemática do United para cima do Chelsea, que, bem postado defensivamente, fica a espera de um contra ataque para matar o jogo.

Atrás do gol de empate, van Gaal trocou os dois pontas, Mata e Young, por Di Maria e Januzaj. Com isso, mais verticalidade nas pontas red devils, que fortaleceriam-se com dois jogadores de muita velocidade e drible. Aos 76, depois de bom passe de Shaw, Falcao quase empatou o jogo, mas seu chute de canhota parou na forquilha direita de Courtois.

Já no final do jogo, van Gaal sacou Shaw- que fez ótima partida – e colocou Blackett. Assim, a equipe passou a jogar com três zagueiros, liberando Valencia e Di Maria pelas alas. O United iria pro tudo ou nada.

E acabou com nada.

Porém um nada que não é desalentador. O United “poderia” perder esse jogo. Jogo contra o líder, fora de casa, e extremamente desfalcado. De outra forma pode-se apreender os significados dessa derrota: com otimismo. United novamente jogou muito bem. Shaw voltou bem de lesão. E esse time vem mostrando-se cada vez mais possível de ser competitivo com ajustes e algumas peças. O futuro não parece desalentador, amigos. Vendo esse time achado por van Gaal jogar, parece-me promissor.

Detalhes

Escalações

Chelsea: Courtois; Ivanovic, Cahill, Terry, Azpilicueta; Zouma, Matic, Oscar (Ramires 67′), Fabregas (Mikel 91′), Hazard (Willian 93′) e Drogba.

Manchester United: De Gea; Valencia, McNair, Smalling, Shaw (Blackett 80′); Rooney, Fellaini, Herrera; Mata (Januzaj 70′), Young (Di Maria 70′) e Falcão.

Gols

Chelsea: Hazard (38′)

Cartões Amarelos

Chelsea: Drogba (53′) e Oscar (63′)
Manchester United: Herrera (95′)

Por Breno Zonta
www.mufcbr.com

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