Competições

Foi um jogo chato. Sim. Além de não ter transmissão da TV aberta, Hull e United fizeram um jogo para dormir. Apesar de precisar vencer para escapar do rebaixamento, o Hull pouco produziu e não conseguiu evitar o descenso. Já o United, não disputando nada, jogou por jogar e satisfez-se por conseguir completar os 38 jogos que o calendário lhe impôs. Sem vontade alguma, a equipe lentamente criou uma ou outra chance, mas ficou muito aquém.

Mais uma vez jogamos sem Carrick, e mais uma vez tivemos pouca mobilidade no meio campo. Coincidência? Não. Enfim, altos aqui, baixos ali, terminamos a Premier League na quarta colocação, e na minha opinião devemos – e muito – comemorar. Voltamos à Uefa Champions League, competição da qual nunca deveríamos ter saído, e com perspectivas melhores para a temporada que vem.

Estamos começando a achar um time mais bem estruturado, e, uma vez que definirmos de vez nosso esquema, com peças que devem chegar para determinados setores, temos tudo para voltar a sermos perigosos não somente na Inglaterra, como na Europa inteira.

Contratamos Depay, e outros reforços devem chegar para defesa, volância – na minha opinião, o setor primordial – e muito provavelmente para o ataque. Aliás, Falcão Garcia, o artilheiro que aparenta ter deixado seu futebol no joelho machucado, deixará Old Trafford. Fora confirmado oficialmente o que já era de se esperar, e o colombiano retornará ao Mônaco; sabe-se lá se será vendido à outra equipe ou ficará por lá mesmo. Infelizmente não conseguiu jogar em Manchester, mas sabemos que é um craque.  Merece no minimo nosso respeito.

Enfim, por aqui, resta esperar a decisão de De Gea, que é infernalmente especulado no Real Madrid. Espero profundamente que fique, mas há tendências de que Dave está a caminho do Bernabeu, e acho que perdemos muito, muito mesmo com sua saída. Se for o caso, o clube precisará ir atrás de um goleiro. Fala-se em alguns nomes, como Cech, Lloris, etc., mas nenhum equiparar-se-á à divindade que foi De Gea nessas duas últimas temporadas.

Mais a frente, aquele que esperamos que faça dupla de pontas com Depay é Di Maria. O argentino pode e PRECISA jogar mais. Alguém do nível técnico dele, em forma, pode decidir jogos facilmente em uma liga tão competitiva como é a Premier League, e Young – não me leve a mal, ele nos ajudou muito essa temporada – não pode ser nosso titular e dependermos dele como o fizemos nesse campeonato.

Além disso, fica evidente que precisamos de um zagueiro e um lateral direito. Para a primeira função, falou-se muito em Hummels, mas agora a bola da vez nas especulações é Otamendi, zagueiro do Valencia que fez ótima temporada na Espanha.

Aliás, falando em Valencia, não podemos ter apenas um lateral-direito no elenco, e ele não ser lateral-direito. Valencia não fez má temporada, mas não é da posição, e regularmente deixa espaços nas costas e facilita contra golpes do adversário. Rafael, esse sim da posição, foi esnobado diversas vezes por van Gaal, e parece não agradar o holandês.

Mas resta-nos aguardar, amigos. A temporada 2015/2016 vem aí, e promete muito. Se boas contratações forem feitas e van Gaal conseguir definir um elenco mais sólido, podemos almejar voos mais altos. Mas sempre de cabeça erguida, porque sabemos da reestruturação pela qual passa o clube. De qualquer forma, continuaremos a apoiar o maior da Inglaterra! “We’ll keep our Red flag flying high, cause Man United will never die” Grande abraço e até temporada que vem!

Detalhes

Escalações

Hull City: Harper, Dawson, Chester (Hernandez 70′), McShane, Elmohamady, Brady, Huddlestone, Meyler (Robertson 87′), Quinn, N’Doye (Aluko 71′), Jelavic.

Manchester United: Valdes; Valencia, Smalling, Jones, Rojo; Blind, Herrera, Di Maria (Januzaj 23′), Mata (Wilson 73′), Young (Fellaini 59′) e Rooney.

Cartões Amarelos

Hull City: Dawson (90′) e Quinn (93′)
Manchester United: Blind (57′) e Smalling (92′)

Por Breno Zonta
www.mufcbr.com

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