Competições

» PRÉ-JOGO

Volta de Deus no gol, estreia de Martial, Fellaini ciscando de 9, Young entrando a milhão e Blind e Schweinsteiger impecáveis durante os 90 minutos. Foram esses os destaques de um jogaço entre United e Liverpool. Tá bom ou quer mais para o início de tarde desse sábadão?

» O JOGO

Ficou devendo. Sem a presença dos camisas 10 das duas equipes, Phillipe Coutinho e Rooney, Liverpool e United tinham de encontrar equilíbrio, lucidez, encontrar sentido em suas formas de jogar, já que, inclusive, vinham de derrotas na última rodada.

O United, como é de costume desde a chegada de van Gaal, prezava absurdamente pela posse de bola, e a tinha sem muitas dificuldades. O Liverpool, por sua vez, adiantava a marcação no intuito de complicar a nossa saída, mas – e aí é mérito dos nossos jogadores e do titio VG – não nos apavorávamos; eles adiantavam a marcação, e como que numa tranquilidade soberba, encontrávamos uma saída e saíamos, cabeça erguida, para mais uma troca de passes. Eu insisto: vale destacar a serenidade de jogadores como Blind, Carrick e Schweinsteiger para isso; eles foram impecáveis nesses como em outros aspectos.

Tendo mais a posse, esperava-se mais finalizações. E tá aí algo pro nosso ilustre Ménage pensar: às vezes pecamos no quesito número de finalizações; há de se arriscar mais, chutar mais. E não precisa nem dizer que isso cai em cima de quem ocupa a posição de 9. Se dantes o problema era Wayne The Ruiney – machucado, esteve fora -, dessa vez, nosso mago cabiludo também não o foi lá muito diferente. Em pelo menos três oportunidades teve a chance de concluir a gol e se embananou todo.

Numa chance que ele poderia sapecar um AGORA EU SE CONSAGRO do nosso querido narrador Milton Leite, ele vacilou. Após Mata ficar com a bola depois de mais uma das várias saídas bizarras de Mignolet com as mãos, o Fella teve a chance de mostrar sua classe™ e encobrir o fraquíssimo goleiro belga, mas mostrou o porquê, contentemo-nos, é, e sempre será, apenas o nosso cabeceador em jogos complicados, Maruão Fellaini, e mandou na gloriosa Sir Alex Ferguson Stand.

» SEGUNDO TEMPO

Bom, no segundo tempo, outro jogo. Cara… Haja coração! Haja emoção! Que segunda etapa!

Logo no comecinho, pra eu berrar e meus vizinhos reclamarem, gol do United! Cobrança ensaiada de falta pela esquerda, Schweinsteiger e Smalling atraíram a marcação, e Blind, com a classe e precisão que lhe pertencem, chapou de canhota no ângulo do Mignolão. 1 a 0 United!

Depois do placar finalmente ser aberto, decerto lembramos as reais e gritantes diferenças entre o goleiro argentino de ombros presos e olhar assustado e Deus sinhô que olha-nos lá do por vezes azul céu de Manchester. Mensagem pr’ocê, Dave: EU TE AMO PACAS! Como nossa defesa vem MUITO consistente – é preciso que se insista nisso, afinal ainda existem os “KADÊ ZAGUEIRO!?” -, De Gea não apareceu muito; mas, ah como é bom saber que ele tá com nois!, quando ele foi exigido mostrou o porquê, na minha opinião, atualmente ser o melhor goleiro do mundo, mesmo com apenas 24 anos de muito topete e comparações com lhamas. Foram pelo menos 3, 4 defesaças que nos fazem respirar aliviados e agradecer(?) VG e Ed por suas sanidades e desumanidades ao tentar tirar grana do Real e levar a negociação até os 45 da segunda etapa da janela de transferências.

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Bom, depois de alguma pressão do Liverpool, destaque para duas intervenções espetaculares de Blind para salvar gols dos caras; mas, depois disso voltamos a jogar, e, olha lá amigo, a balançar o barbante! Tudo isso porque nosso volante mito, Michael Carrick, enfiou uma linda bola para Herrera na ponta direita sofrer um pênalti de Gomez, que, aliás, ele próprio converteu. 2 a 0!

Nos dez minutos finais, tempo para fazer um fuzuê com os coraçõezinhos de torcedores dos dois clubes. Primeiro, PUTA QUE ME PARIU, que GOLAÇO DO BENTEKE! Ah, Breno, mas ele é do Liverpool… mano, não interessa, que puta gol lindo. Uma bicicleta à 1001 km/h, sem chances nem para as mais sagradas entidades como Dave. Mas sério. Na real. Todo jogo esse desgraça mete um golaço contra nois. Tá enchendo o saco. Mas sim. Golaço. Parabéns, rs.

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Agora… se você quer me falar de Benteke, eu vou te falar de Martial, beleza!?

QUE. GO-LA-ÇO!

Dezenove anos. Intitulado de “Novo Henry”. Milhões nas costas. Eu sempre fiquei meio “quem é esse cara e tal…”. E uma entrada tímida em campo. Tipo, tímida mesmo. Parecia que ía andar os 30 minutos pra lá e pra cá e sair falando em adaptação. Que nada. Dois minutos depois da bike do Benteke, disparou pela esquerda, balançou o corpo, fez o Skrtel patinar no omelete e tirou com extrema categoria, categoria de 9!, no canto de Mignolet. Uma pintura! Vamo lá, numa estreia pelo MANCHESTER UNITED, no OLD TRAFFORD lotado, no maior clássico da Inglatera, com 30 minutos em campo…

Anima. Mas, aos mais empolgados de plantão, calma lá. Vamos esperar ele se adaptar e não matar o moleque na empolgação. Lembram de Wilfrid Zaha? Pois bem.

Abraços!

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Detalhes

Escalações

Manchester United: De Gea; Darmian, Smalling, Blind, Shaw; Carrick (Schneiderlin 72′), Basti; Mata (Martial 65′), Herrera, Memphis (Young 45′) e Fellaini

Liverpool: Mignolet; Clyne, Lovren, Skrtel, Gomez; Lucas (Moreno 88′), Milner, Can, Firmino (Ibe 65′); Ings (Origi 74′) e Benteke

Gols

Manchester United: Blind (49′), Herrera (70′) e Martial (86′)
Liverpool: Benteke (84′)

Cartões Amarelos

Manchester United: Darmian (72′)
Liverpool: Milner (74′), Clyne (47′)

Por Breno Zonta
www.mufcbr.com

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