Competições

» PRÉ-JOGO

Pois é amigos. 30ª rodada da Premier League. Anfield. Ninguém mais, ninguém menos que Liverpool e Manchester United se enfrentarão neste Domingo (22). Ademais toda a rivalidade entre as equipes e a qualidade dos jogadores presentes em campo, o duelo será uma espécie de “final” para os clubes. Com 56 pontos, o United ocupa a quarta colocação na tabela, dois a frente do rival deste Domingo, quinto. Será vida ou morte para ambos. Ficar dentro ou fora da próxima UCL. Pensando nesse âmbito – e é preciso pensar-se -, um empate não é nada mal. Mantém-nos no g4, em um confronto direto fora de casa. E, se nessa reta final, com o time em nove jogos ainda enfrentando Liverpool, Chelsea, City, Everton e Arsenal, alguém pensa em garantir mais que o g4, sinceramente, não é a hora de repensar?

» O JOGO

Batendo de frente com um 3-4-3 de Brendan Rodgers, o United repetiu a escalação vitoriosa do último fim de semana, contra o Tottenham. O jogo concentrava-se principalmente pelos lados, onde os dois alas do Liverpool (Moreno e Sterling), na mesma proporção que ofereciam muito perigo à defesa mancuniana pela velocidade, deixavam espaços quando os laterais Blind e Valencia dobravam no ataque.

Aos 14 minutos, a primeira chance do jogo já resultara em gol. Trocando passes rápidos e movimentando os setores, com o objetivo de abrir espaços na defesa da equipe da casa, Herrera recebeu pelo meio e, com extrema velocidade, serviu passe preciso para Mata, nas costas de Moreno, frente a frente com Mignolet, só tocar de perna direita no canto do belga. 1 a 0 United.

20 minutos mais tarde, quase o empate dos Reds. Henderson fez lindo lançamento para Sturridge, que ajeitou para Lallana bater de primeira, e De Gea só espiou a bola raspar sua trave direita. Como o United começou o jogo apostando no erro do Liverpool, os mandantes, por sua vez, começavam a apostar no erro mancuniano, pressionando a fraca e arriscada saída de bola da nossa defesa. E cresciam na partida.

E a primeira etapa terminou com 1 a 0 no placar para o United. Mais posse de bola, boa aplicação tática e inteligência para atacar as bases mais frágeis do Liverpool que, no caso desse jogo, eram as laterais. Entretanto, a equipe terminara a etapa inicial com a defesa ainda por vezes desprotegida. Fazia-se necessário tomar cuidado com a saída de jogo, e com as costas dos laterais, que certamente teriam trabalho na segunda etapa.

» SEGUNDO TEMPO

A etapa final começou extremamente quente. Gerrard entrou no lugar de Lallana e, mal ajeitara o meião, simplesmente perdeu a cabeça. Após dividida com Herrera, o capitão dos Reds, infantil e agressivamente, cravou sua chuteira direita na perna do espanhol. Sem escrúpulos, o árbitro logo o mandou para o vestiário.

E, quem pensava que o jogo do United, agora com um a mais, seria mais fácil, enganou-se. O Liverpool sentiu a necessidade de crescer e sufocar o United à qualquer medida, e começava a fazê-lo. O United tinha dificuldades em suportar essa excitação emocional dos Reds pós-expulsão, mas era tudo uma questão de voltar a controlar lucidamente o jogo.

E perto dos 60 minutos, Di Maria, que acabara de substituir Young, deu linda assistência para Mata, o renegado, o questionado, o por muitas vezes descartado, em belíssimo voleio marcar uma pintura e ampliar no Anfield. 2 a 0, e segundo do espanhol. Todavia, o jogo só acaba quando o árbitro apita. Aos 69, Coutinho roubou a bola e deu de presente para Sturridge, na ponta direita, bater forte e diminuir. 2 a 1, e, era sempre bom lembrar: ainda tinha jogo.

Com pouco mais de 70 minutos, era preciso colocar a bola no chão. Respirar. Pensar. Entrar na onda da torcida do Liverpool era basicamente suicídio. O United tinha o jogo nas mãos. Mas se não soubesse administrá-lo, o perderia. Era tocar a bola e usar a vantagem numérica para evitar riscos e passar o tempo.

No final da partida, van Gaal sacou Herrera e colocou Falcao em campo. Com isso, Fellaini e Rooney recuaram, e Falcao ficou mais à frente. O Liverpool começava a apostar no “tudo ou nada”, enquanto o United defendia-se incansavelmente. Já nos acréscimos, para matar o jogo, Can cometeu pênalti em Blind, porém a cobrança de Rooney parou na defesa de Mignolet.

Mas nada que atrapalhasse a grande tarde do United em Anfield. Vitória expressiva, grande. De time que quer e que se aproxima de voltar a disputar a Uefa Champions League. United agora abre cinco pontos para o quinto colocado (Liverpool), e, apesar de aproximar-nos de garantir o quarto lugar, não nos garante. Temos ainda jogos dificílimos a enfrentar. Há muito campeonato ainda.

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Detalhes

Escalações

Liverpool: Mignolet; Can, Skrtel, Sakho; Henderson, Allen, Moreno (Balotelli 65′), Sterling; Lallana (Gerrard 45′), Coutinho e Sturridge

Manchester United: De Gea; Valencia, Jones, Smalling, Blind (Rojo 93′); Carrick, Herrera (Falcão 82′), Fellaini; Mata, Young (Di Maria 54′) e Rooney

Gols

Liverpool: Sturridge (69′)
Manchester United: Mata (14′ e 59′)

Cartões Amarelos

Liverpool: Allen (19′) e Balotelli (67′)
Manchester United: Herrera (48′) e Jones (56′)

Cartões Vermelhos

Liverpool: Gerrard (46′)

Por Breno Zonta
www.mufcbr.com

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