No “Fergie Time”, o United fura a retranca do Hull City e vence mais uma fora de casa pela Premier League

» PRÉ-JOGO

Debaixo de muita chuva durante todo o jogo, o United na superação, consegue furar a retranca do Hull City e vence por 1×0, gol marcado pelo garoto Rashford no último lance da partida, consolidando mais uma vitória fora de casa no Campeonato Inglês e mantendo o 100% de aproveitamento na competição nacional em um jogo marcado pela repetição da escalação em relação ao último jogo dos Red Devils contra o Southampton, mostrando que os 11 iniciais ideais está tomando forma na cabeça de José Mourinho.

» O JOGO

O jogo teve um início muito forte do United, com um maior volume de jogo e uma variação de esquema do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1, deixando Fellaini como primeiro homem a frente da zaga e Pogba se juntando aos homens de frente da equipe, fazendo com que esse volume inicial ocorresse de forma atuante por boa parte da primeira etapa.

Mesmo jogando o tempo todo no campo de ataque do Hull City, o United encontrou dificuldades de furar o bloqueio da equipe da casa, abusando muitas vezes de cruzamentos, tanto pela direita quando pela esquerda. Outro ponto a ser destacado era Ibrahimovic saindo da área para buscar jogo, pelo fato de que a área estava bastante congestionada e com isso poucas chances foram criadas, apesar desse maior volume do jogo.

O assunto das redes sociais no primeiro tempo foi a escalação de Fellaini, que mais uma vez foi titular da partida com Mourinho. Pelo fato de ser um jogador muitas vezes agressivo, sem habilidade, apenas com bom comportamento tático, o belga é muito criticado pela torcida dos Red Devils e acabou dando motivos mais uma vez para isso, cometendo faltas desnecessárias e desleais, levou um cartão amarelo ainda no primeiro tempo com 24 minutos.

» SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, o cenário da partida começou o mesmo: O United com maior volume e qualidade de jogo, jogando no campo de ataque do Hull City o tempo todo e o time da casa se defendendo como pôde e saindo para o ataque apenas com ligações diretas e contra-ataques.

Após os 15 minutos, após a saída de Martial (que foi bastante apagado na partida) e a entrada de Mkhitaryan em seu lugar, o United intensificou a pressão com jogadas mais verticais, maior abuso nos cruzamentos e chutes de fora da área e os Tigers que já estavam defensivos, acabaram abrindo mão de contra-ataques e se fecharam de vez, visando um empate que naquela altura do jogo parecia uma boa para eles que vinham com uma campanha 100% assim como o United.

Com a entrada de Rashford, os Red Devils começaram a apostar nas jogadas individuais do garoto, que criou uma excelente chance vindo sozinho contra os zagueiros do Hull City, mas encontrou pela frente o goleiro Jakupovic, que foi um dos nomes do jogo de hoje, fazendo diversas defesas e um dos principais responsáveis pelo empate até aquele momento.

Eis que entrou em cena o famoso e temido pelos adversários “Fergie Time” (em alusão as diversas vezes em que o United nos tempos de Sir Alex Ferguson ganhava partidas que pareciam difíceis no tempo de acréscimo dado pela arbitragem). Após jogada espetacular de Rooney pelo lado esquerdo de ataque, a bola foi colocada rasteira e forte pra dentro da área e Rashford apareceu de frente pro gol só para empurrar e dar a vitória nos acréscimos, mantendo os 100% da equipe de Mourinho na competição nacional e inflamando um espírito diferente no time que daqui pra frente pode ser importante, numa bem provável luta pelo 21º título inglês.

Detalhes

Escalações

Hull City: Jakupovic, Robertson, Davies, Meyler, Huddlestone, Hernandez (Maguire 83′), Snodgrass (Maloney 48′), Clucas, Livermore, Diomande e Elmohamady

Manchester United: De Gea, Valencia, Bailly, Blind, Shaw, Fellaini, Pogba, Mata (Rashford 71′), Rooney (Smalling 90′), Martial (Mkhitaryan 60′) e Ibrahimovic

Gols

Manchester United: Rashford (92′)

Cartões Amarelos

Hull City: Huddlestone (71′) e Meyler (77′)

Manchester United: Fellaini (23′), Rooney (76′) e Rashford (93′)

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