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» PRÉ-JOGO

Após um fim de janela de transferências certamente surpreendente e animador, a grande dúvida que paira na cabeça do torcedor do United, a cada rodada, é: qual o time a ser escalado? Van Gaal vem tentando colocar o que tem de melhor, mas já antecipou que ninguém tem a titularidade assegurada e o único a ter determinada vantagem sobre os demais, na briga por posição, é o atacante e capitão Wayne Rooney.

Contudo, o maior problema de Van Gaal para escalar a equipe para a partida desse sábado às 11 horas da manhã contra o West Ham, em Old Trafford, é a defesa. Jones, Evans e Smalling estão fora, lesionados; Blackett também está fora pela expulsão na última derrota da equipe para o Leicester. Assim, para a zaga temos apenas o Rojo que, possivelmente, terá a companhia de Fletcher que deve jogar recuado; Van Gaal tambem pode escalar um dos jovens McNair ou Tom Thorpe, ambos relacionados para a partida. Com isso, é bem provável que Shaw ocupe a lateral esquerda, fazendo sua estreia na Premier League.

Do lado dos Hammers, também problemas para a escolha dos titulares: Cheikhou Kouyate – que vinha tendo boas atuações nas partidas iniciais da liga -, Matt Jarvis e Andy Carroll estão de fora por lesão. A equipe vem empolgada após grande vitória no último sábado, em casa, sobre o Liverpool (3-1) e mostra grande evolução quanto à temporada passada após as contratações de Diafra Sakho e Enner Valencia para o ataque; Morgan Amalfitano e Alex Song, emprestado junto ao Barcelona, vieram para compor o meio campo.

» O JOGO

A partida começou com o protocolo de um bom jogo em Old Trafford pede. Muito movimentada e com o United partindo para cima do West Ham. Logo no primeiro minuto, Falcão Garcia quase completou para as redes o cruzamento de Rooney. Porém, três minutos depois, em arrancada de Rafael pela direita, o brasileiro cruzou na medida para a finalização de primeira de Rooney, que colocou a bola no canto de Adrián e abriu o placar.

Jogando em casa, o United mantinha a posse de bola, marcava forte e tomava as iniciativas do jogo. Aos 16 minutos, em bela bola de Blind, Di Maria arrumou para a perna direita e arrematou por cima da trave. O West Ham, sem muita criatividade, não conseguia aproveitar um possível erro na troca de passes do United e acabou por ficar preso na marcação do time da casa.

Não deu em outra. Aos 22, em erro na saída de bola dos Hammers, Herrera recuperou a bola, deu para Falcão que serviu Van Persie, o holandês abriu para a perna direita e acertou um belo chute cruzado no canto direito de Adrián. Após marcar o segundo gol, a equipe se fortaleceu e continuava a trocar passes cada vez com mais propriedade; a defesa permanecia pouco exposta e atuava com simplicidade e, mais importante, com seriedade.

Por volta dos 33 minutos, após boa troca de passes, Herrera achou no meio da área Di Maria que, com liberdade, pegou mal na bola e jogou por cima da meta adversária. Quatro minutos mais tarde, uma surpresa. Na cobrança de escanteio, De Gea saiu mal do gol, a zaga bateu cabeça e Diafra Sakho conseguiu cabeçear pro fundo das redes, marcando seu terceiro gol na competição e diminuindo o placar no Teatro dos Sonhos.

» SEGUNDO TEMPO

Na volta para o segundo tempo, pouca movimentação e oportunidades criadas. Cinco minutos após o reinício do jogo, Falcão arriscou de fora da área e, com desvio, a bola foi rumando lentamente para perto do gol do West Ham, levando perigo. Aos 54, após cruzamento, Sakho chutou forte e obrigou De Gea a praticar grande defesa, salvando o United do empate.

Aos 58 minutos, uma grande polêmica no jogo. Rooney parou o contra-ataque dos Hammers com um pontapé em Stewart Downing. Sem pudor algum, o árbitro Lee Mason expulsou o camisa 10 e provocou a ira dos jogadores e da torcida mancuniana. Sam Allardice mexeu rapidamente, colocou Carton Cole no lugar de Amalfitano e tentou sufocar a equipe da casa. Com um a menos, Van Gaal sacrificou Falcão para compor o meio campo e promoveu a entrada de Fletcher na partida.

Em desvantagem numérica, o United passou a agrupar mais a equipe e tentar aproveitar melhor os espaços em campo. Em contrapartida, o West Ham tentava como podia chegar ao empate. Herrera sentiu as costas e Van Gaal o substituiu por Valencia que fechou um pouco mais o lado direito da segunda linha de meio campo, deixando Blind e Fletcher mais centralizados e Di Maria pela esquerda.

Se precavendo mais defensivamente, o United praticamente abdicava de atacar e chamava cada vez mais o adversário para seu campo. Aos 81, o chute de Enner Valencia foi desviado e assustou a meta de De Gea. Na sequência, Sakho fez falta dura em Rafael e foi punido com o cartão amarelo – a torcida mandante se revoltou pedindo o vermelho direto. Pressionando, aos 88, o West Ham teve um gol de Nolan discutivelmente anulado, para alívio do torcedor Red Devil.

A equipe de Van Gaal se segurou e enrolou como pôde, prendeu a bola e assegurou uma vitória importantíssima dentro das circunstâncias as quais permearam a partida. Três pontos fundamentais para recolocar a equipe na parte de cima da tabela, agora, com oito pontos.

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Detalhes

Escalação

Manchester United: De Gea; Rafael, McNair, Rojo, Shaw; Herrera (A.Valencia 74), Blind, Di Maria (Thorpe 93); Rooney; van Persie, Falcao (Fletcher 64).

West Ham: Adrian; Demel (Jenkinson 64), Tomkins, Reid, Cresswell; Amalfitano (Cole 61), Song, Poyet (Nolan 75), Sakho; Downing; E.Valencia.

Gols

Manchester United: Rooney (5′) e van Persie (22′)
West Ham: Sakho (37′)

Cartões Amarelos

Manchester United: Herrera (48′)
West Ham: Song (3′), Sakho (72′) e Adrián (91′)

Cartões Vermelhos

Manchester United: Rooney (59′)

Por Breno Zonta
www.mufcbr.com

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