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» PRÉ-JOGO

Pela 26ª rodada da Barclays Premier League, o United viaja até o País de Gales para enfrentar a equipe do Swansea, dirigida por Garry Monk. O maior campeão inglês vem de duas vitórias que transparecem muito pouco daquilo que o time vem apresentando em campo. Vencer Burnley e Preston por 3 a 1 – para quem viu o jogo – não esconde as péssimas atuações em ambas as partidas. Espera-se, sempre, mais futebol da equipe de van Gaal, e vencer como a equipe o faz até que constantemente não compensa a forma insossa da equipe atuar. Mas, obviamente, a vitória invariavelmente tem sua importância, e vencer o Swansea seria fundamental, uma vez que o Southampton tem parada dura na rodada, enfrentando o Liverpool.

» O JOGO

No primeiro lance de perigo no jogo, quase o gol do Swansea: aos quatro minutos, após escanteio batido pela direita, Gomis cabeceou, e Herrera, em cima da linha, fez um movimento um tanto quanto acrobático para afastar a bola e evitar o primeiro gol no Liberty Stadium. A equipe mandande focava-se em trocar passes e movimentar rapidamente os setores; o United, por sua vez, movimentava um pouco menos, apostando nas jogadas pelas laterais e na força do jogo aéreo.

Em comparação à equipe que bateu o Preston na segunda-feira passada, algumas diferenças. Defensivamente, a equipe estava mais exposta e constantemente dava espaços na entrada da área para as investidas da equipe galesa; no meio campo, era notável a melhora na troca de passes – que contra o Preston tivera repetidos erros (de passes curtos) -, e a equipe jogava de forma um pouco mais compacta, com os jogadores de meio campo dialogando mais entre si.

Aos 20 minutos, em cruzamento de Di Maria pela esquerda, Rooney tentou completar de canhota, porém bateu fraco e Fabianski defendeu facilmente. Oito minutos mais tarde, o gol. Em bela troca de passes, Shaw cruzou rasteiro para Rooney no centro, o capitão rolou para Di Maria, vindo de trás, achar Herrera pela direita, e o espanhol, com precisão, bateu firme no canto direito de Fabianski. Belo gol do United, e 1 a 0 no placar.

No entanto, não deu nem tempo de respirar. Na sequência, Shelvey cruzou pela esquerda para dentro da área do United, e Ki conseguiu se antecipar à Shaw, completando para as redes. Tudo igual, 1 a 1. E assim terminou a primeira etapa no Liberty Stadium. Jogo disputado e bem jogado pelas duas equipes. Por parte do United, fazia-se necessário insistir mais na troca de passes e menos no “chuveirinho”.

» SEGUNDO TEMPO

Para a segunda etapa, van Gaal sacou McNair e colocou Valencia para jogar na lateral direita. McNair, defensivamente, vinha bem; mas van Gaal certamente pensara em como aproveitar a ala direita também para atacar, e Valencia – gostando dele ou não – cria jogadas através de cruzamentos, rasteiros e altos.

Van Persie, aos 60 minutos, teve boa chance em chute de trivela de dentro da área, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora, sem grandes sustos para Fabianski. Van Gaal ainda tirou Shaw e promoveu a entrada de Young como ala pela esquerda, recuando Blind e abrindo as laterais. Mesmo objetivo: usar as laterais e tome bola na área!

Rojo teve boa chance aos 64 minutos. Após cruzamento, quase na pequena área, o argentino cabeceou mal e perdeu grande oportunidade de tomar a frente do placar. E conforme o tempo passava, não tinha-se dúvidas em como o jogo seria até o apito final. A insistência no jogo aéreo era mais que claro. E, na cabeça de van Gaal, assim conseguiríamos o gol que nos mantêm na terceira posição. Na persistência, na força. Na raça.

E o futebol definitivamente é irônico. O Swansea se defendeu humildemente desde o começo da segunda etapa até os 72 minutos, quando Shelvey arriscou o único chute da equipe na etapa final, a bola desviou em Gomis e balançou as redes. O desvio matou De gea, que nada pôde fazer. Virada do Swansea. 2 a 1.

E o United não conseguia comportar-se após sofrer o segundo gol. A reação era a mesma que a ação: bola na área. Pouca organização e uma vontade muito mais baseada na força que na técnica. Tudo isso culminou na derrota, que, a princípio, não fora justa. O United foi melhor o jogo inteiro, com exceção ao período pós segundo gol do Swansea. O United perde a terceira posição e terá de lutar barbaridades para ir à próxima UCL.

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Detalhes

Escalações

Swansea: Fabianski; Naughton, Fernandez, Williams, Taylor; Cork, Shelvey (Amat 92′), Ki, Sigurdsson, Routledge e Gomis.

Manchester United: De Gea; McNair (Valencia 45′), Jones, Rojo, Shaw (Young 58′); Blind, Herrera, Fellaini, Di Maria (Mata 79′); Rooney e van Persie

Gols

Swansea: Ki (30′) e Shelvey (73′)
Manchester United: Herrera (28′)

Cartões Amarelos

Swansea: Williams (87′) e Shelvey (91′)
Manchester United: Fellaini (45′), Jones (48), Young (85′) e Rojo (88′)

Por Breno Zonta
www.mufcbr.com

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