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Desde que foi transferido do Barcelona B para o principal, meados de 2008, Pep Guardiola se tornou um técnico de elite. Ademais os campeonatos espanhóis e copas do rei, ganhou duas Champions League (inclusive uma Tríplice Coroa referente à temporada 2008-2009) e marcou história com um verdadeiro esquadrão, na opinião de muitos, uma das grandes equipes do século XXI. Após a Era vitoriosa nos Catalães, resolveu encarar outro desafio para sua carreira: O Bayern de Munique.

Mesmo não tendo conquistado uma Champions League, pois caiu na semifinal em três oportunidades, ele monopolizou de forma avassaladora o subestimado campeonato Alemão, montando um time altamente competitivo. Agora, temporada 2016-2017, ele assumiu o comando do Manchester City, no que aparenta ser o trabalho mais difícil e impactante de sua carreira. Felizmente para todos os amantes do futebol, José Mourinho, seu velho rival, está comandando o gigante do outro lado da cidade, oferecendo um ingrediente a mais para o clássico.

O que esperar do City de Guardiola?

Os trabalhos anteriores de Pep, Barcelona e Bayern, se destacaram pela versatilidade flexível, troca de passes e velocidade na movimentação. O famigerado Tiki-taka, estilo de jogo mundialmente conhecido pela intensa troca de passes curtos (muitas vezes sem objetividade), marcou a maior parte da carreira do Catalão. Mesmo que no clube Bávaro ele tenha feito alterações no conceito técnico e na integração de um jeito Alemão de se jogar, a posse de bola sempre se manteve como prioridade, além da investida de jogadores em diferentes posições da sua de origem. Outro ponto notável nas equipes do Espanhol, também um dos mais questionados, é que ele não costuma hesitar em abrir os cofres para trazer contratações de peso e instalar uma equipe aos seus moldes, característica que o acompanha desde o início de seus trabalhos como treinador.

Conhecendo bem todos esses pontos citados e analisando os fatos recentes que acompanharam a sua chegada, poderemos trazer diagnósticos para a pergunta em questão. Dificilmente veremos uma cópia de Barcelona na Inglaterra, ou tentativa de reprodução de máquina Bávara. Josep, antes de tudo, realiza o que provavelmente é seu trabalho mais sério e comprometedor. Ele quer fazer um ofício integral, no que diz respeito a cravar seu nome e filosofia na história do time.

Pelo perfil das contratações, predominantemente jovens (Leroy Sané, Gabriel Jesus, Nolito, Evans e Gundogan), encontramos apostas para os futuros anos. Provavelmente ainda veremos uma posse de bola alta, mas menos evasiva e focada em jogadas precisas. Maior exploração das pontas e conceito de troca de passes adaptado ao rigor físico da Premier League. Talvez uma das mais impactantes mudanças, perceptível na saída de Joe Hart para o Torino, é a utilização de todos os jogadores no sistema tático ofensivo.
Como o próprio treinador diz: “Eu gosto de atacar com os 10 jogadores”

Diante de tal análise, tentando ser o mais imparcial possível e desprezando a rivalidade com o clube em questão, arrisco-me a dizer que Guardiola fará um trabalho marcante no City, que mesmo não refletindo em fileiras de troféus, poderá ser reconhecido em futuros times competitivos.
Com José Mourinho iniciando os seus trabalhos de forma promissora no United, finalmente presenciaremos um rival à altura na cidade e uma disputa que promete marcar época.

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